
DetalhesDOIS BELOS MOMENTOS:Momento 1: Na fila do show, logo atrás de mim, dois casais (um de velhos e outro de coroas) conversam sobre música. A velha dispara:
- Sabe quem eu acho um artista completo? O Ney Matogrosso! Ele é homem, ele é mulher, ele canta... Ele é completo!
Momento 2: Lá dentro, divido a mesa com sete estranhos: um gay e sua mãe, um casal (uma trintona e um quarentão), duas peruas louras (uma muito perua e outra muito feia) e um sujeito chato que tinha ido ao mesmo show na semana anterior e sabia, além do repertório inteiro, a manha de como se aproximar do palco para pegar uma das rosas que o Rei entrega após o show.
Troco algumas palavras com o sujeito chato:
- Você pode dar uma dica para essas senhoras, eles estavam comentando que queriam pegar a rosa. - aponto para a mãe do gay e a trintona casada com o quarentão.
- Essas duas? - pergunta ele apontando para as louras peruas.
- Não, aquelas outras duas senhoras.
Muito burro, ele vira para uma das louras peruas, no caso, a muito feia e tenta a sorte:
- São vocês que querem pegar a rosa?
- Não, - reponde a loura - o problema é que a gente esqueceu a câmera dentro do táxi!
- Ah...
RESENHAO show, como vocês já imaginavam, foi brilhante. O Rei desfilou hinos do romantismo e desbancou o Deep Purple da primeira posição Top 5 de shows que o RAC presenciou.
O repertório foi uma covardia: teve Detalhes, Emoções, Cavalgada, Outra Vez, Além do Horizonte, Amanhã de Manhã e Proposta. Proposta acaba comigo...
BOBAGEM QUE FINALIZA O POSTMais esse sonho realizado, agora só me resta plantar uma árvore, escrever um livro e adotar um cãozinho vira-lata na Suipa e batizá-lo de João Pedro.